Monday, February 28, 2005

Alguém consciente

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Em reportagem da Folha sobre a USP Zona Leste:

"Um, dois, três, quatro, cinco seis, se a USP é do povo por que só tem burguês?" [...] diziam os estudantes ligados à ONG Educafro, que organiza cursos pré-vestibulares comunitários e reivindica cotas nas universidades estaduais paulistas.

"Se escolheram a zona leste para desmistificar uma universidade tida como elitista, por que não reservaram no mínimo 80% das vagas para os seus moradores?", perguntava Greici Kelly Maia, 17.

Adolpho José Melfi, reitor da USP, [...]. Quanto à principal queixa dos manifestantes, foi enfático: "o importante é ampliar vagas, mas o critério continuará sendo o do mérito". (negrito meu)

Friday, February 25, 2005

Centenário do nascimento da Ayn Rand

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No último dia 02 de fevereiro, completou-se o centenário do nascimento da Ayn Rand, nome adotado pela russa Alissa Rosenbaum que passou boa parte da sua vida no país que ela considerava mais livre do mundo: Estados Unidos. Ela foi uma das maiores defensoras da liberdade humana e certamente uma forte influência nos libertários de hoje. Os seus livros (notadamente "The Fountainhead" e "Atlas Shrugged") foram grandes influências para mim, talvez até esteja no rol dos melhores livros que eu já li na vida e devo agradecer a um grande amigo por ter-me apresentado a essa grande filósofa.

Pois bem, para comemorar esse centenário, o Ludwig von Mises Institute, através de Roderick T. Long, escreveu um artigo a respeito dela que eu sugiro muito fortemente que todos que não a conheçam leiam:

Ayn Rand's Contribution to the Cause of Freedom

Alguns trechos do link acima para deixar o leitor curioso:

Rand's influence on the libertarian movement is incalculable; despite her own frequent antipathy toward that movement and even toward the word "libertarian," Rand played a crucial role in helping both to create new advocates of laissez-faire and to radicalize existing ones; Rand encouraged libertarians to view their standpoint as an alternative to, rather than a branch of, conservatism, and to base the case for liberty on moral principle and not on pragmatic economic benefits alone. Rand's influence on popular culture is likewise enormous; an oft-cited Library of Congress survey of "most influential books" placed Atlas Shrugged second only to the Bible.

Perhaps the most controversial aspect of Rand's philosophy?her rejection of altruism and her embrace of ethical egoism?is also one of the most misunderstood. Despite her sometimes misleading rhetoric about "the virtue of selfishness," the point of her egoism was not to advocate the pursuit of one's own interests at the expense of others', but rather to reject the entire conflictual model of interests according to which "the happiness of one man necessitates the injury of another," in favor of an older, more Aristotelean conception of self-interest as excellent human functioning.

It was on such Aristotelean grounds that she rejected not only the subordination of one's own interests to those of others (and it is this, rather than mere benevolence, that she labeled "altruism") but also the subordination of others' interests to one's own (which she labeled "selfishness without a self"). For Rand, the Aristotelean recognition of properly understood human interests as rationally harmonious was the essential foundation for a free society.

Para aqueles que se interessem mas não tenham domínio do inglês, existem traduções dos dois livros que eu citei acima, embora não sejam trivias de achar. Eu consegui comprar uma tradução de "Atlas Shrugged" na Livraria Cultura uma vez (intitulada de "Quem é John Galt?"), mas foi o único lugar na cidade de Sâo Paulo que encontrei. Numa breve olhada pelo seu site, vi que essa edição está esgotada na livraria.

Thursday, February 17, 2005

E qual é a esperança?

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Salomão Schvartzman, no seu programa "Diário da Manhã" de ontem (16/02/2005), na rádio Cultura FM:

"O Brasil parece ver uma época de trevas [...] em que a exaltação da mediocridade, a celebração da vulgaridade, a louvação da inabilidade vem atingindo tal nível que mais dia, menos dia talvez sejamos forçados a ver solenidades oficiais em que autoridades entregarão medalhas com inscrição 'Honra ao Demérito' [...] O fenômeno é geral e parece ter se enfronhado de tal forma em nossa cultura que qualquer um que se atreva a enfrentá-lo com as armas da racionalidade passa a ser rotulado de elitista ou de preconceituoso e de outros adjetivos menos educados que o PT costuma premiar. Se algum aluno de português, caso a educação fosse levada a sério, escrevesse ou pronunciasse 'A democracia é um gesto democrático feito pela boca daqueles que não têm paciência de ouvir a verdade', além de ouvir uma séria admoestação do professor, ainda seria motivo de chacotas, talvez pelo resto da vida pela irreverência dos colegas, mas quem pronunciou essa preciosidade camoniana foi o nosso excelentíssimo presidente, homem humilde, do povo, e portanto imune à gramática, que no início da vida não teve condições, mas que depois não quis mesmo aprender pois teve todas as oportunidades até por mérito próprio para isso. Mas quem diz isso? Um elitista, um preconceituoso? Não, um brasileiro."

Somado a essa excelente texte do Salomão, não deixe de ler a revista "Veja" com a capa das orelhas de burro. Ontem à noite tive a oportunidade de lê-la no SESC e foi realmente muito importante ter tido contato com aquela sumarização das medidas, algumas até socialistas, que o governo vem tomando ("você tem a propriedade, mas o controle é nosso"). E ainda, da mesma reportagem, a frase que diz que o governo forte que é capaz de dar ao cidadão tudo o que ele "precisa" (aspas minhas) tem a mesma força para tirar tudo o que ele possue.

Além de tudo, temos a MP 232, que, sei lá, talvez tenha como justificativa o fato de ser uma medida para tentar diminuir a diferença entre o que uma pessoa física e uma pessoa jurídica pagam de impostos... logo, uma medida completamente social e moralmente correta contra todos os empresários que ganham rios de dinheiros (e olhe, são realmente todos!). Se esse fato é verdadeiro, por que qualquer pessoa não junta alguns reais (não muito, só o necessário), vai a um contador, abre a sua própria firma e começa a usufruir dessa fórmula mágica de transformar um papel que tem escrito alguns números intitulados de CNPJ em dinheiro? Já sei, é moralmente incorreto, por isso não o fazem. Só por isso.

Sunday, February 13, 2005

Leia Livro

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Numa iniciativa muito louvável (e digna de aplausos por parte de todos), a Secretaria de Estado da Cultura de SP criou o projeto São Paulo: um Estado de Leitores com o objetivo principal de expandir o hábito da leitura no Estado de São Paulo. A motivação é óbvia pelos números e pelo conhecimento nosso do dia-a-dia. Veja trecho do site do projeto a respeito:

"De acordo com estudo publicado pela The Economist, em 07/07/2000, nos Estados Unidos 21% da população são analfabetos funcionais e na Inglaterra o número sobe um ponto, 22%. No Brasil, a situação é pior. Pelo Indicador Nacional de Analfabetismo Funcional (INAF), do Instituto Paulo Montenegro, divulgado em 2001, apenas 26% dos brasileiros alfabetizados não são analfabetos funcionais, ou seja, conseguem ler textos mais longos, localizar mais de uma informação e estabelecer relações entre vários elementos do texto.


Na edição de 2002 o Inaf focou os conhecimentos matemáticos dos brasileiros e constatou que apenas 21% da população pesquisada atinge o domínio pleno das habilidades medidas pelos testes. Em outras palavras, no Brasil, quase 80% podem ser considerados analfabetos funcionais."


Uma das vertentes desse projeto é o site Leia Livro, que serve como ponto de encontro para as pessoas interessadas em leituras. Juntamente com o site, você também pode compartilhar, através da rádio Cultura, as resenhas dos livros que leu e que recomendou através do site. Não deixa de ser uma iniciativa, de um certo ponto de vista, "tapa buraco", mas é muito boa pelo fato de se estar procurando resolver esse tipo de questão.

Agora pare de ler esse blog e vá ler algum livro. Quer uma sugestão de autor? Machado de Assis ou José Saramago. Veja a maneira como eles lidam com a palavra, como se fossem completamente íntimos, a maneira como, de uma forma clara e ao mesmo tempo embrenhada entre os seus parágrafos, eles nos contam uma história ou exprimem as suas idéias. É, ao mesmo tempo, lindo e genial. Se você discorda de mim, por favor tente ler um pouco. Caso ainda não convença e queira conversar a respeito, podemos conversar. No pior caso, não tenha dúvidas de que você estará muito mais amparado com argumentos mais sólidos para discutir com o próximo que lhe propor a leitura. Boa leitura!

Os manos e os "pixos"....

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Para qualquer paulistano que anda um pouco pelas ruas, não é de se espantar se você eventualmente encontrar um pichador em ação. Eu já tive esse tipo de experiência à noite, mas hoje foi a primeira (e não acredito que será a última) vez que encontrei pichadores em ação ao meio-dia. O alvo: uma loja de peças automotivas com a suas portas de ferro já um pouco antigas mas ainda ilesas a ação dos pichadores (ou talvez já pintada inúmeras vezes para manter um aspecto mais agradável para o comércio). Sem o menor medo, lentamente e com todo o seu cuidado, o pichador escreve os sinais do seu grupo (veja aqui o pequeno número de grupos de pichadores em SP) ou até das iniciais do seu nome na porta. De costas para o estabelecimento, o seu comparsa analisa o público que está a passar pelas calçadas e que olha para esse fato com a maior naturalidade. Provavelmente estão armados ou pelo menos estão preparados para uma bela corrida se enxergarem perigo (policiais ou populares revoltados). O público que assiste de camarote a essa cena talvez não enxergue o fato de ser mais um lugar feio numa cidade tão feia e mal-cuidade quanto São Paulo, mas apenas que deixará de ser destoante por não estar no padrão esperado de pichação ("opa, agora todos na rua estão pichados, nada foge do padrão"). Eu mesmo passo, e confesso, ainda espantado em ver aquela cinea, mas poucos segundos depois os pichadores vão embora na maior naturalidade.

Hoje existem milhares de grupos de pichadores, até são organizados em web sites (veja um deles aqui). Se você quiser iniciar na arte, até tem dicas lá de como usar a sua lata de spray (mas obviamente não o estou encorajando nesse blog). Fotos de toda a arte dos pichadores podem ser vistas em viadutos (link1, link2), prédios (link) e outros. Sim, é feio, mas com orgulho, foram eles que fizeram. Inversão de valores?

Os pichadores até mesmo se mostram sem o menor receio, como se pode observar em blogs diversos (veja aqui um deles). O orgulho de ter sujado uma avenida importante da sua cidade deve fazê-lo ganhar a semana. E por que não divulgar a sua marca e discutir assuntos relacionados em fóruns a respeito? É muito falta de noção ou não se tem o menor carinho pelo lugar onde se vive. Espantar-me-ei se encontrar a casa deles bem organizada, e bonita.

Parece que é praticamente impossível diminuir essa prática. Por experiências já ouvidas, a polícia dá menor atenção a esse tipo de delito por se tratar de algo de menor importância já que assuntos supostamente mais sérios ainda estão sendo combatidos e, mesmo que alguns digam com algum sucesso, ainda está bem longe de atingirmos níveis em que a violência não se torne uma das primeiras preocupações de cidadãos de metrópoles como São Paulo.

Jurificamente, como é dito no artigo A Triste Cultura da Pichação do juiz Antonio dos Santos, a pichação é um crime ambiental considerado grave, como podemos ver no seguinte trecho do artigo:

"Juridicamente pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano é crime ambiental nos termos do art. 65, da Lei 9.605/98, com pena de detenção de 3 meses a um ano, e multa. Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada por seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena passa a ser de 6 meses a um ano, e multa (§ único). Porém, a mera existência de legislação punitiva não é suficiente para inibir estes atos, devendo existir do Poder Público vontade política de inibir a prática delituosa. Cabe ao Município exercer a sua autoridade administrativa e garantir o desenvolvimento urbano, garantindo ainda o bem estar de seus habitantes (art. 182, Constituição Federal), sob pena de seus agentes responderem pelo crime ambiental de responsabilidade por deixarem de adotar as providências que lhes compete na tutela ambiental (art. 68, Lei 9.605/98, Crimes Ambientais). Além disso, todos os cidadãos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225, CF), no que se inclui o meio ambiente urbano com suas características harmônicas e estéticas."

Ou seja, por menor que seja a consideração de algumas partes, é algo que deveria ser combatido, mas a menos que os pichadores se convençam dos efeitos do seu ato, não vamos sanar. Talvez consigamos mudar um pouco pela educação, tentando exibir para as crianças o quão prejudicial a cidade é essa prática (e olha que não é preciso enxergar muito longe para pensar em turismo, sem dizer outros aspectos) e a razão pela qual é considerado um crime. Será que é tão difícil ver que ambientes esteticamente mais agradáveis são melhores para se viver(*). De qualquer forma, felizmente não são todas as pessoas que passam os olhos por esse assunto. O subprefeito do bairro do Ipiranga, por exemplo, estabeleceu como uma das principais metas combater a pichação, que tem dimensões enormes no seu bairro. Felizmente ainda não picharam o museu do Ipiranga, mas nem devemos comentar muito para não dar a idéia.

(*) Experiências de pessoas em outros países onde se tem uma grande comunidade de brasileiros mostram que, mesmo numa bela cidade, muitos brasileiros continuam a sua prática pichando, entre outros, muros e prédios, inclusive com textos em português...

Firefox: an idea for a privacy extension

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[Escrevo em inglês, pois pode motivar alguém a escrever essa extensão]

I was just wondering if there is a Firefox extension to add special privacy features to handle private bookmarks and special URLs that you don't want to be added to history. I decided to write down these ideas (before they vanish from my memory) to motivate someone to do it (maybe myself). I would also be very happy to know if someone already though or done similar things.

Private Bookmarks

Let's say you have bookmarks to be on your list, but you would like to make sure these bookmarks are not seen by other people that eventually use your computer (or user). It would be very interesting to encrypt these private bookmarks and required a password prior to displaying them in the bookmarks menu (and probably add also a timeout option to hide these bookmarks after sometime without using the bookmarks menu - well, maybe this is not supported by Firefox extension framework since it requires the framework to support this sort of information).

URLs ignored by Firefox (no tracking whatosever, like history, autocompletion list, etc)

Another idea is that you may have some particular links that you don't want to be added to the history nor to any other browser list (such as autocompletion one). They are private URLs and you don't want to have any trace of it in the system (ok, proxy servers will know that you visited, but I am discussing a ligther privacy, in the browser level). Maybe an icon in the location bar for this feature would be very nice, but also rules of URL that must be automatically ignored could also be part of such an extension (assuming there is no such extension).

Writing Extensions for Firefox

I found some interesting links to find out how to write an extension for Firefox:

Writing an Extension for Firefox

Writing Firefox/Thunderbird Extensions

How to create Firefox Extensions

Friday, February 11, 2005

Cantatas de Bach

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Certamente muitos gostam de cantatas de Bach e eu, apesar de nunca ter ouvido uma, confesso que fiquei curioso depois de ontem. Ouvi na rádio Cultura sobre o site Bach Cantatas Website que traz todas as 224 cantatas de Bach, com as gravações, fóruns de discussões e muitas curiosidades. Não deixe de visitá-lo caso seja um fã de Bach.

Provavelmente você já ouviu falar de "opus" sempre vinculado ao nome de uma peça de um compositor e é uma maneira de catalogar todos os trabalhos de um determinado compositor (assim que descobrir mais sobre a maneira de catalogar, direi aqui). A razão para eu comentar a respeito do "opus" é que, para o caso do Bach, o catálogo de suas obras não é chamado de opus e sim de BWV, que significa "Bach Werk Verzeichnis", ou, "catálogo de obras de bach". Alguns outros compositores também tem catálogos que não levam o nome "opus", e muitas vezes esses nomes vêm das pessoas que catalogaram a obram (obrigado a minha musa inspiradora por essa explicação). Em algum momento no futuro descobrireis mais a respeito desse assunto.

Pois bem, ainda nesse assunto, a rádio Cultura está ganhando audiência. Ainda muito longe da audiência de rádios que tocam músicas completamente populares, a sua audiência, nos últimos três meses, cresceu 41%, segundo reportagem da Folha de São Paulo. Ainda o público que mais ouve a rádio continua sendo pessoas acima de 60 anos das classes A/B, mas a mudança na programação constitui um bom passo no sentido de ampliar a sua audiência para outros tipos de públicos. Infelizmente, apesar de terem comentados sobre diversas mudanças interessantes na programação, a Folha omitiu o programa "OSESP ao Vivo", do qual eu sou fã.

Custo dos Imports no Java

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Para quem conhece Java e não tinha ainda se perguntado se existe algum custo (overhead) em fazermos:

import java.util.*;

ao invés de, por exemplo,

import java.util.ArrayList;
import java.util.List;

a resposta é que não existe diferença. Nos dois casos, são mecanismos passivos que só importam o tipo quando ele é realmente utilizado, não apenas pelo simples fato de declarar a linha de "import".

Mesmo assim, o primeiro mecanismo (chamado de "import on demand") é considerado má prática pela questão de documentação de código. Afinal, sabemos através da segunda opção todas as classes que a classe que está importando usa no final das contas. Esse é o mecanismo utilizado por ambientes de desenvolvimento como o Eclipse.

Veja mais na página inspiradora dessa entrada.

Friday, February 04, 2005

Dicas: Firefox e QMail

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Enquanto não consigo parar para escrever mais longamente sobre música e outros assuntos, aqui vão duas dicas que achei bastante úteis:

Firefox no Linux

Se você usa o Firefox e não gosta da ordem invertida dos botões, isso é porque o desenvolvimento do Firefox resolveu seguir o GNOME Human Interface Guidelines para a plataforma Linux. Uma maneira de resolver isso é a seguinte. No seu diretório chrome do perfil de usuário (~/.mozilla/firefox/.../chrome), edite o arquivo userChrome.css (caso não tenha, crie um a partir do userChrome-example.css que está no mesmo diretório) adicionando:

/*
* swap OK and cancel buttons in dialogs
*/
.dialog-button-box { -moz-box-direction: reverse; -moz-box-pack: right; }
.dialog-button-box spacer { display: none !important; }


Outra opção virá com a segunda dica sobre o Firefox. Para quem utiliza o KDE e gosta do estilo Plastik, existe um tema chamado Plastikfox para o Firefox que o deixa no mesmo estilo. Inclusive ele adiciona a opção de você troca a ordem dos botões para ficar compatível com o padrão do KDE.

QMail

Um probleminha que eu tinha com o QMail é que ele entregava diversos emails concorrentemente e o Terra rejeitava a partir da segunda conexão, causando um atraso (deferral) na entrega. Para resolver esse problema, existe uma configuração no diretório de controle do QMail (/var/qmail/control) chamada "concurrencyremote". Crie esse arquivo (caso não existe) e coloque no seu conteúdo o número de entregas remotas concorrentes que o QMail fará. No meu caso, apenas uma por vez, logo o conteúdo ficou "1".